Vereadores são contra projeto
(Foto: Kleber Clajus/Correio do Estado)
(Foto: Kleber Clajus/Correio do Estado)
Do Correio
do estado
Terça-feira,
22 de setembro de 2015 (13:13:04)
Depois de
iniciativas semelhantes terem dado resultado no Paraná e diante da insatisfação
com a política local, um projeto de lei de iniciativa popular para redução dos
salários dos vereadores já movimenta a Câmara Municipal. Para que o projeto
possa tramitar na Casa, são necessárias cerca de 29 mil assinaturas de
eleitores, mas até agora pouco mais de 3 mil assinaram.
Em comparação com os R$ 15 mil por mês
que os vereadores recebem atualmente, a diferença seria grande. O projeto prevê
que os salários variem entre R$ 1,5 mil e R$ 5,5 mil dependendo do grau de
escolaridade, frequência nas sessões e relevância dos projetos apresentados.
O fisioterapeuta e idealizado do
projeto, Denis Pereira da Silva afirma que tudo começou a ser pensado depois de
moradores de cidades do interior do Paraná conseguirem aprovação de projetos.
Uma página no Facebook foi criada e o grupo faz coletas em
pontos da cidade, como na Praça do Rádio Clube. Folhas de assinatura também
podem ser baixadas e impressas, para que o alcance seja maior.
“Continuamos com a coleta para
apresentar o projeto para que haja renovação no cenário politico e que pessoas
tenham olhos críticos sobre atuação dos vereadores”, afirmou.
Para que o projeto de iniciativa
popular possa ser protocolado e tramite na Casa, são necessárias assinaturas de
pelo menos 5% dos eleitores de Campo Grande. No último levantamento do Tribunal
Regional Eleitoral (TRE-MS), a Capital possuía 582 mil eleitores, ou seja,
serão necessárias cerca de 29 mil assinaturas.
REPERCUSSÃO
Antes mesmo da apresentação do projeto
na Casa, os vereadores já se movimentam contra a redução dos salários.
Para o presidente da Câmara, Flávio
César (PTdoB), a Constituição estabelece que os salários dos vereadores
representem até 70% o dos Deputados Federais. Ainda segundo ele, não é possível
comparar a situação da Capital com cidades interioranas, onde o projeto já foi
aprovado.
“A decisão não
pode ser simplista, mas em todas as esferas. A Câmara Municipal de uma Capital
não pode ser comprada a de município de interior, que tem uma sessão noturna
por semana. Em Campo Grande vereadores se dedicam quase exclusivamente ao
trabalho legislativo”, disse.
Todos os vereadores ouvidos pela
reportagem são contra o projeto. Para que ele tramite na Casa, primeiramente
tem de haver protocolo na Câmara, depois a própria Casa consulta o TRE para
saber se a quantidade de assinaturas atingiu o mínimo de 5% dos eleitores,
depois o documento é apresentado à Procuradoria-Jurídica e à Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), para que só depois seja votada.

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