Padre foi afastado pela Arquidiocese de Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena)
Do G1, Por Gabriela Pavão
Sábado, 17 de outubro de 2015
(13:33:50)
Quando começaram a aparecer os primeiros
sinais da gravidez, a coroinha de 16 anos, que se envolveu com o padre Jocerlei
José Tavares, 44 anos, escondeu da família o relacionamento com o líder
religioso e disse que tinha sido vítima de estupro. A informação foi repassada
ao G1 pela delegada Daniella Kades, que investiga o caso em Campo Grande.
Segundo a delegada, depois de ser
questionada pela família, a garota acabou contando a verdade.
“A mãe teria observado que a barriga da
menina estava grande e os pés inchados. Ao ser interpelada, a adolescente, num
primeiro momento, mentiu para a família, afirmando que teria sido vítima de
estupro e quando acabou sendo pressionada veio a dizer que, de fato, estaria
grávida, mas não queria dizer de quem. Então, após muita pressão acabou
revelando o nome do pai da criança como sendo o padre”, informou Daniella
Kades.
As investigações apontaram que o padre e a
coroinha se encontravam desde o fim de novembroem motéis de Campo Grande. O líder religioso foi afastado das funções pela
Arquidiocese de Campo Grande.
O caso foi denunciado à Polícia Civil como
estupro pela família da garota no dia 25 de setembro e o inquérito instaurado
pela DEPCA cinco dias depois para apurar a denúncia. Até o momento, foram
ouvidos a coroinha, mãe e a irmã da adolescente e o padre e, por enquanto, não
foi constatado crime, segundo a polícia.
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"Ela informou que os relacionamentos
sexuais tiveram início depois dela completar 16 anos de idade, caso em que não
há nenhuma caracterização criminosa. Mesmo assim instauramos inquérito nessa
hipótese. E sendo verificado que, de fato, os relacionamentos tiveram início
apenas após essa idade, não haverá nenhuma configuração criminosa e o inquérito
será enviado ao Ministério Público solicitando arquivamento", esclareceu a
delegada.
Investigação
A polícia vai ouvir ainda duas tias da garota, apontadas pela mãe como testemunhas de que o padre poderia ter coagido a adolescente a manter relações sexuais com ele. A delegada diz que também aguarda laudos do Instituto de Criminalística que vai apurar o conteúdo das mensagens que o padre trocava com a menina.
"Caso isso se verifique, através dos
depoimentos, das mensagens e de uma possível segunda oitiva da vítima, aí sim
poderá ser mudada a tipificação penal, caso reste configurado que a vítima, de
fato, foi coagida ao ato [sexo]", ressaltou a delegada.
Afastamento
A Arquidiocese de Campo Grande anunciou, no dia 29 de setembro, o afastamento do padre, que exercia funções na paróquia Santa Rita de Cássia, por suspeita de envolvimento amoroso com adolescente, que está grávida. O comunicado de afastamento foi assinado pelo arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa.

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