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Quarta-feira, 18 de novembro de 2015
(20:01:32)
A CPI das Faculdades Irregulares, que apura a atuação
ilegal dos estabelecimentos de Ensino Superior no
Estado de Pernambuco, recebeu, nesta quarta (4), representantes de conselhos
profissionais e órgãos públicos da área da educação. A reunião tratou do
credenciamento e fiscalização dessas instituições, além do registro dos
diplomas emitidos. A investigação aponta que cursos de extensão vêm sendo
oferecidos, principalmente, no Interior do Estado, com a garantia de obtenção
de diploma de graduação.
Danielly Lima Santos, aluna do curso de serviço social da
Faculdade de Desenvolvimento e Integração Regional (Fadire), no município de
Condado, disse que a unidade de ensino oferece esses cursos com mensalidades
baratas e aulas quinzenais para os estudantes. Após cerca de três anos, os
alunos são examinados por uma banca e recebem diploma de Ensino Superior.
A estudante disse que descobriu a situação quando teve
recusada sua inscrição num curso de graduação do Senac. Segundo ela, após a
instalação da CPI, professores e funcionários estariam buscando convencer os
alunos de que os parlamentares querem prejudicá-los. “Criaram uma associação e
disseram para os estudantes recorrerem, pois os deputados estariam querendo
acabar com o curso de extensão”, afirmou.
Membro do
Conselho Regional de Administração, José Olímpio Neto informou que diplomas vêm
sendo rejeitados no momento do registro quando há indícios de fraudes.
“Intensificamos esse controle e, quando encontramos problema, encaminhamos à
Polícia Federal. Infelizmente, o aluno é lesado e ainda responde por porte de
documento falso”, observou.
Presidente da CPI, Rodrigo Novaes (PSD) apresentou
reportagens e anúncios publicitários em que os cursos de extensão são tratados
como sendo de graduação. Segundo ele, o próximo passo do colegiado será ouvir
os representantes das empresas investigadas (Fadire, Funeso, Ieduc e Faexpe). “Há um número enorme de instituições
de fora que operam em Pernambuco. A Fadire, por exemplo, tem autorização para
dar quatro cursos e, quando não pode oferecer o diploma, associa-se a outras
instituições para que façam a emissão do documento”, assinalou.
O delegado da Polícia Federal Frederico Freitas salientou
que há indícios razoáveis de crimes como estelionato e uso de documento falso.
“A situação está sendo encaminhada a Brasília, pois pode estar acontecendo em
outros estados, e é necessário haver uma atuação uniforme”, declarou.
Para a
relatora da CPI, deputada Teresa Leitão (PT), a hipótese que vem sendo apurada
é a da existência de uma rede criminosa, que estaria lucrando não só com os
cursos, mas em outras frentes, como com a venda de apostilas. “Espero que a CPI
possa comprovar essa suposição”, comentou.
Representando a Secretaria Estadual de Educação, a gerente
de Políticas Educacionais do Ensino Médio, Raquel Fidelis, foi instada pela
relatora a suspender a prática de cessão de imóveis públicos para essas
instituições irregulares, conforme já havia sido solicitado, em ofício, pela
Comissão de Educação. Ela afirmou desconhecer este tipo de situação. “Se isso
for verificado, iremos tomar as medidas cabíveis. Não comungamos com isso de
forma alguma”, frisou.
Também participaram da reunião representantes da
Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Conselho Estadual de Educação
e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PE).
Fonte ( Diário Oficial )
DA REDAÇÃO: Em Bezerros, a FADIRE mantém cursos de
extensão no município nas modalidades Letras, Pedagogia e Administração. Vez
por outra há dúvidas em relação a validade dos cursos. Aos alunos, a faculdade
garante que não há nenhum problema e que ela é capacitada junto ao MEC para
aplicá-los. Na última semana, alunos do curso de letras assistiram a um vídeo
onde o presidente da instituição, Jean Alves Cabral, explicava a polêmica em
relação a CPI. O mesmo garantiu que a constituição garante o ensino superior
também através de curso de extensão e que a polêmica se deve a perseguição pela
ampliação dos trabalhos. O bezerroshoje passa a companhar o desenrolar
dos trabalhos da CPI, uma vez que há dezenas de bezerrenses investindo na
graduação através da faculdade.

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