Segundo Mercadante, a categoria receberá um aumento de 11,36% e o piso passará de R$ 1.917,78 para R$ 2 135,64.
Foto: Agência Brasil
Do NE 10
Quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
(20:41:00)
Contrariando o apelo
de governadores e prefeitos, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante,
anunciou nesta quinta-feira, 14, o reajuste do piso salarial dos professores de
escolas públicas. Segundo Mercadante, a categoria receberá um aumento de 11,36%
e o piso passará de R$ 1.917,78 para R$ 2 135,64.
Durante o anúncio,
na sede do Ministério da Educação (MEC), ele afirmou que entende que a situação
fiscal de muitos governos de Estados e prefeituras muito delicada por conta da
crise, mas que a lei estabelece o cálculo para a elevação e determina que o
novo piso seja divulgado em janeiro.
"Nós recebemos carta dos
governadores e de prefeitos propondo um adiamento da divulgação do piso. Mas
não há como solicitar ao MEC o desrespeito à lei. Na vida pública, a gente só
pode fazer o que a lei autoriza", disse o ministro.
Nesta semana, Estados e municípios
apresentaram ao governo federal uma proposta para que o acréscimo do piso fosse
adiado para agosto e que o índice fosse menor do que os 11,36% delimitados pela
legislação.
Diante das dificuldades fiscais,
porém, Mercadante pediu que os sindicatos de docentes estejam abertos ao
diálogo e tentem chegar a um acordo, respeitando a limitação orçamentária de
cada ente federativo. O ministro da Educação afirmou ainda que há diversas
sugestões para mudar o cálculo de alta do piso e que a administração federal
está disposta a discuti-las.
Mercadante, no entanto, disse que,
como a inflação de 2015 foi elevada, a ampliação do piso em 2016, mesmo se
levasse em conta outros parâmetros, teria sido grande. "O crescimento real
do piso este ano é bastante modesto, de apenas 0,69%", ressaltou. Para
minimizar o impacto, o ministro disse também que o MEC pode aceitar uma nova
proposição para repartir a verba complementar entre administrações municipais e
governos estaduais.
No anúncio, Mercadante declarou que
uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) é melhorar a remuneração dos
professores, que hoje recebem 57% a menos do que outros profissionais com a
mesma qualificação. "Nós herdamos salários muito baixos para os professores
do Brasil. Mas, entre 2009 e 2015, o piso salarial de professor teve aumento
real de 46,05%", afirmou o ministro.

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